| palavra do diretor 2026

Queridos alunos, calouros e veteranos; estimados professores e prezado corpo técnico administrativo – muita luz de Deus na vida de cada um de vocês! Neste primeiro dia do ano letivo, com alegria e respeito pelo caminho que cada um traz consigo, damos início a um novo ano acadêmico, chamados, portanto, a aceitar um chamado exigente, o de habitar às grandes perguntas.

Como sabemos a Filosofia, um forte braço desta casa, nos educa para o espanto: aquele assombro originário diante do ser, do sentido e do agir humano, ensinando-nos a pensar com rigor, liberdade e responsabilidade. A Teologia, nesta casa, igualmente nervura, por sua vez, nasce da escuta da Palavra e da experiência de fé da comunidade, buscando compreender, com inteligência amorosa, o mistério de Deus e sua presença na história.

Iniciando esta geografia de encontros, que nominalmente se chama início do ano letivo, somos chamados a tomar em conta com seriedade, a escuta como primeiro ato: escutar bem para entender direito e entender direito para fazer bem, no permanente desafio de tornar-se excelência no que se é e no que se faz – compreendendo que o ser precede o fazer. Ora, faz-se com qualidade quem se lança a ser de qualidade diante de si e todos, no coração do mundo.

No entanto, ninguém chega ao patamar da excelência se não se lançar a um fino exercício de escutar. A verdadeira inteligência começa com a inclinação do ouvido. Na Filosofia, ouvimos o clamor do Ser e as angústias do tempo; na Teologia, escutamos o sussurro do Verbo que se faz carne no silêncio da história.

Vejamos bem! O filósofo que não se assombra é apenas um técnico da lógica; o teólogo que não se ajoelha é apenas um historiador de conceitos. Por isso, o nosso permanente desafio é tornar a Faculdade Católica do Maranhão, lugar onde a dúvida não é inimiga da fé, mas sua companheira de estrada, pois ambas nascem da mesma sede de Infinito.

Estimados alunos, aproveitem cada aula, cada seminário, cada página lida e conferida, cada conversa pelos corredores para cultivar duas coisas: estima conjunta e desejo de saber mais para melhor exprimir o sagrado dom da condição humana, crendo em Deus de maneira mais clara, para reverberar na vida o que Jesus sentenciou-nos: “vós sois a luz do mundo”.

Que este ano seja vivido como tempo de cultivo: cultivo da interioridade, para não perder o sentido do que se busca; cultivo do diálogo, para reconhecer que a verdade se deixa encontrar na escuta do outro; cultivo da humildade intelectual, pois quanto mais se aprende, mais se percebe a grandeza do que ainda nos ultrapassa.

Por fim, estamos aqui para aprender que o outro, seja ele o autor clássico, o colega ao lado ou o Próprio Mistério, nos interpelam a despertar de nós mesmos, lançando-nos, nas palavras de Jesus, “para as águas mais profundas”. Boa caminhada acadêmica, com muito trabalho e aprendizado!

| Prof. Me. Iran Gomes Brito

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