FACULDADE CATÓLICA DO MARANHÃO

Profa. Nilma

Notícia

INTELIGÊNCIA PARA CRIAR, ÉTICA PARA CONDUZIR: docentes debatem sobre o futuro da educação na era da IA

A Faculdade Católica do Maranhão (FACMA) realizou, entre os dias 27 e 29 de janeiro de 2026, a Jornada Acadêmica 2026, iniciativa de formação continuada destinada ao corpo docente da instituição. Nesta edição, o encontro teve como tema “Integridade Acadêmica e Ciência na Era da IA: desafios éticos e o futuro da formação”, promovendo reflexões sobre as transformações provocadas pela Inteligência Artificial no ensino superior, na pesquisa e na prática docente. Ao longo dos três dias de programação, a Jornada recebeu docentes da FACMA em um ambiente de diálogo, escuta e formação, favorecendo o surgimento de novos debates sobre os desafios contemporâneos da educação, da ciência e da atuação profissional no contexto de expansão das tecnologias digitais. A proposta temática foi concebida pelo Prof. Dr. José Carlos Dantas e pela Profa. Ma. Henia Vieira Sobrinho, a partir da compreensão de que a presença crescente da Inteligência Artificial no ambiente educacional não representa apenas um desafio tecnológico, mas também uma questão pedagógica, ética e formativa. Na concepção dos professores, a Jornada partiu de uma questão central: o que significa aprender em um mundo no qual as respostas estão cada vez mais acessíveis, mas a compreensão exige tempo, esforço, pensamento crítico e ética?. Ainda segundo os professores: “Sua importância pedagógica reside na necessária redefinição do que significa ‘aprender’ em um mundo onde a resposta está a um clique de distância, mas a compreensão profunda exige esforço, tempo e ética.” A proposta também chamou atenção para a transformação do papel do estudante diante das novas tecnologias. O desafio educacional não estaria apenas em ensinar a operar ferramentas de Inteligência Artificial, mas em formar estudantes capazes de dominar o conhecimento, avaliar criticamente as informações e assumir autoria sobre aquilo que produzem. Isso é, desenvolver competências e habilidades para uma literária digital. Nesse horizonte, a Jornada propôs uma distinção entre o “estudante-executor”, que apenas utiliza ferramentas, e o “estudante-autor”, capaz de compreender, avaliar e produzir conhecimento de maneira responsável. A reflexão considerou ainda que, embora a Inteligência Artificial seja capaz de processar grandes volumes de dados, ela não substitui elementos fundamentais da formação humana, como consciência, valores, responsabilidade e compreensão do contexto social. Por isso, a proposta pedagógica da Jornada colocou em evidência a necessidade de desenvolver nos estudantes a capacidade de realizar a curadoria do conhecimento, estabelecendo critérios para analisar e validar aquilo que é produzido ou apresentado pelos sistemas de IA. A proposta da Jornada também articulou o domínio técnico às dimensões ética e humana da formação. O slogan “Inteligência para criar, ética para conduzir” sintetizou essa perspectiva ao aproximar as chamadas Hard Skills, relacionadas às competências técnicas, das Heart Skills, associadas aos valores e à formação humana. Nas palavras dos professores proponentes da jornada, “A integridade não é um obstáculo à inovação, mas a garantia de que a inovação servirá ao bem comum e à justiça social.” A partir dessa perspectiva, a programação abordou temas relacionados à integridade acadêmica, autoria, pesquisa científica, ensino, Inteligência Artificial e educação inclusiva, discutindo não apenas o que as novas tecnologias são capazes de fazer, mas principalmente como devem ser utilizadas no processo formativo. Nos dois primeiros dias, as atividades foram conduzidas pelo Prof. Me. Jean Carlos da Silva Monteiro, doutorando e mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), que abordou os impactos da Inteligência Artificial nos processos de ensino e aprendizagem, na pesquisa científica e nas formas de autoria acadêmica. Entre as questões debatidas estiveram os limites éticos da utilização da IA na produção científica, a distinção entre o uso responsável das ferramentas digitais e a produção intelectual própria, além de temas como plágio, desinformação, vieses algorítmicos e os novos desafios colocados ao trabalho docente. No terceiro dia, a programação foi dedicada à educação inclusiva, sob a condução da Profa. Ma. Nilma Maria Cardoso Ferreira, docente da FACMA, consolidando uma prática iniciada em 2025, de que a jornada integre discursões apresentadas pelos próprios docentes da IES. A discussão teve como eixo a relação entre rigor acadêmico e sensibilidade humana, ampliando a reflexão para os desafios de construir processos educacionais capazes de conciliar qualidade acadêmica, diversidade e inclusão no Ensino Superior.

Convite, Evento, Notícia

FACMA PROMOVE JORNADA ACADÊMICA SOBRE INTEGRIDADE CIENTÍFICA, ÉTICA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A Faculdade Católica do Maranhão (FACMA) realizará, entre os dias 27 e 29 de janeiro de 2026, a Jornada Acadêmica 2026, iniciativa de formação continuada destinada exclusivamente ao corpo docente da instituição. Nesta edição, o encontro terá como tema “INTEGRIDADE ACADÊMICA E CIENCIA NA ERA DA IA: desafios éticos e o futuro da formação”, propondo uma reflexão sobre as transformações provocadas pela Inteligência Artificial no ensino superior, na pesquisa e na prática docente. A Jornada será organizada a partir de uma abordagem transdisciplinar, colocando em diálogo os avanços tecnológicos e os fundamentos que sustentam a atividade acadêmica, especialmente o rigor científico, a autoria, a ética e o pensamento crítico. A proposta parte da compreensão de que o uso das ferramentas de Inteligência Artificial no ambiente universitário exige não apenas domínio técnico, mas também capacidade de discernimento, validação das informações e responsabilidade na produção e circulação do conhecimento. Nos dois primeiros dias, as atividades serão conduzidas pelo Prof. Me. Jean Carlos da Silva Monteiro, doutorando e mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), pesquisador com atuação nas áreas de Educação, Comunicação e Tecnologias Digitais. As discussões abordarão os impactos da Inteligência Artificial nos processos de ensino e aprendizagem, na pesquisa científica e nas formas de autoria acadêmica. Entre as questões propostas estão os limites éticos da utilização da IA na produção científica, a distinção entre o uso responsável das ferramentas digitais e a produção intelectual própria, além de temas como plágio, desinformação, vieses algorítmicos e os novos desafios colocados ao trabalho docente. A programação também contemplará a discussão sobre o papel da FACMA na formação ética em um contexto marcado pela crescente automação de processos educacionais e científicos. Nesse sentido, a Jornada buscará refletir sobre como as tecnologias podem ser incorporadas às práticas acadêmicas sem deslocar o estudante de sua condição de protagonista do próprio processo formativo. No terceiro dia, a programação será dedicada à educação inclusiva, sob a condução da Profa. Ma. Nilma Maria Cardoso Ferreira, docente dos cursos de graduação da FACMA. A discussão terá como eixo a relação entre rigor acadêmico e sensibilidade humana, ampliando a reflexão para os desafios de construir processos educacionais capazes de conciliar qualidade acadêmica, diversidade e inclusão no Ensino Superior. A escolha da Inteligência Artificial como um dos eixos centrais da Jornada dá continuidade a uma discussão que já integra a trajetória recente da instituição. Em 2023, o então Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA) realizou sua XXXIV Semana Acadêmica, dedicada ao tema “Inteligência Artificial: e suas Implicações Pluridimensionais”, quando a questão foi abordada a partir de diferentes perspectivas filosóficas, educacionais, psicológicas, éticas, políticas, cognitivas, estéticas e religiosas. Em 2026, a discussão retorna ao ambiente acadêmico da FACMA com um recorte voltado especificamente à formação docente, articulando tecnologia, ciência, ética, integridade acadêmica e formação humanista. Com o lema “FACMA 2026: inteligência para criar, ética para conduzir”, a Jornada Acadêmica pretende constituir um espaço de diálogo e formação para que os docentes possam refletir sobre os novos desafios impostos pela Inteligência Artificial e sobre os critérios necessários para sua utilização responsável no cotidiano universitário. A participação será exclusiva para docentes da FACMA e estará condicionada à inscrição prévia (https://doity.com.br/integridade-acadmica-e-cincia-na-era-da-ia-desafios-ticos-e-o-futuro-da-formacao-na-faculdade-catoli ).

Notícia, Semana Acadêmica

34º EDIÇÃO DA SEMANA ACADÊMICA DO IESMA DEBATEU AS MÚLTIPLAS DIMENSÕES DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

De 25 a 29 de setembro de 2023, o Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA) realizou a 34º edição da Semana Acadêmica, reunindo estudantes, professores e pesquisadores em torno de um dos temas que já ocupava lugar central nos debates contemporâneos, a inteligência artificial, a partir do título: “INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: e suas Implicações Pluridimensionais”. Mais do que discutir os avanços tecnológicos em si, a programação propôs olhar para a Inteligência Artificial a partir de diferentes campos do conhecimento, questionando seus impactos sobre a compreensão do ser humano, a educação, a psicologia, a política, a ética, a filosofia, a religião e a experiência estética. A pluralidade temática marcou os diferentes momentos do evento e permitiu que uma mesma questão fosse examinada a partir de perspectivas distintas. A abertura da Semana contou com a conferência “O fim da tarefa do pensamento na era da IA”, ministrada pelo Prof. Me. Marco Rodrigues. A reflexão colocou em discussão uma das questões fundamentais que atravessaram o evento: diante de sistemas capazes de processar informações, produzir textos, imagens e respostas, quais permanecem sendo as tarefas próprias do pensamento humano?. A programação prosseguiu ainda com minicursos, apresentações de comunicações científicas e mesas-redondas, criando espaços distintos de formação e debate. Entre os temas discutidos esteve a relação entre Inteligência Artificial, Psicologia e Pedagogia, em mesa mediada pela Profa. Me. Nilma Maria, com participação do Prof. Me. Fabrício e da Profa. Dra. Lia Fonteles Serra. O debate aproximou a discussão tecnológica das questões relacionadas à formação, à aprendizagem e à subjetividade. Ao final da mesa, a professora mediadora destacou a centralidade da pessoa como elemento que atravessou as diferentes intervenções, deslocando a discussão da tecnologia em si para os sujeitos, suas relações e os processos educativos e psicológicos envolvidos. Outra dimensão da programação esteve voltada à relação entre Inteligência Artificial, Ciências Cognitivas e Filosofia da Mente. A mesa, mediada pelo Prof. Me. Raimundo Nonato Portela Filho, contou com a participação do Prof. Dr. Daniel Schiochett e do Prof. Dr. Joedson Marcos Silva. O encontro colocou em diálogo diferentes perspectivas sobre mente, cognição e inteligência, explorando questões que emergem quando a inteligência humana passa a ser confrontada com sistemas artificiais capazes de executar tarefas tradicionalmente associadas às capacidades cognitivas. A Semana também abriu espaço para uma abordagem ético-política da Inteligência Artificial. Em entrevista à TV Rede Vida Caxias, o Prof. Dr. Hélder Machado, o Prof. Dr. José Carlos Dantas e a Profa. Dra. Sannya Fernanda discutiram aspectos relacionados à dimensão ético-política da tecnologia. A abordagem ampliou o debate para questões relacionadas ao poder, à responsabilidade e às consequências sociais decorrentes do desenvolvimento e da utilização das novas tecnologias. A dimensão estético-religiosa também integrou a programação. A mesa-redonda intitulada “Inteligência Artificial e a dimensão estético-religiosa” reuniu o Prof. Me. José Roberto Carvalho e a Profa. Ma. Priscila Oliveira, com mediação do Prof. Me. Flaviano Menezes. O encontro possibilitou discutir as relações entre tecnologia, experiência estética, religião e os modos pelos quais os seres humanos atribuem sentido à realidade. O encerramento da programação foi marcado pela conferência “Educação Midiática em tempos de Inteligência Artificial”, ministrada pela Profa. Dra. Alexandra Bujokas de Siqueira e mediada pelo Prof. Me. Raimundo Nonato Portela Filho. A discussão aproximou a Inteligência Artificial dos desafios relacionados à educação midiática, especialmente diante das transformações provocadas pela circulação e produção de informações em ambientes digitais. A diversidade dos temas abordados expressou a própria proposta da 34ª Semana Acadêmica do IESMA. A Inteligência Artificial não foi apresentada como uma questão restrita à computação ou à inovação tecnológica, mas como um fenômeno capaz de atravessar diferentes dimensões da existência humana. Pensar a IA significou, ao longo da programação, pensar também sobre educação, mente, subjetividade, política, ética, religião, estética, comunicação e os próprios limites e possibilidades do pensamento humano. Nesse sentido, a Semana Acadêmica constituiu um espaço de encontro entre diferentes áreas do conhecimento, permitindo que professores, pesquisadores e estudantes confrontassem perspectivas e perguntas sobre uma transformação tecnológica que já começava a produzir novos desafios para a sociedade e para as instituições educacionais.

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