FACULDADE CATÓLICA DO MARANHÃO

Palavra do Diretor

Palavra do Diretor

Palavra do Diretor 2026

Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito | palavra do diretor 2026 Queridos alunos, calouros e veteranos; estimados professores e prezado corpo técnico administrativo – muita luz de Deus na vida de cada um de vocês! Neste primeiro dia do ano letivo, com alegria e respeito pelo caminho que cada um traz consigo, damos início a um novo ano acadêmico, chamados, portanto, a aceitar um chamado exigente, o de habitar às grandes perguntas. Como sabemos a Filosofia, um forte braço desta casa, nos educa para o espanto: aquele assombro originário diante do ser, do sentido e do agir humano, ensinando-nos a pensar com rigor, liberdade e responsabilidade. A Teologia, nesta casa, igualmente nervura, por sua vez, nasce da escuta da Palavra e da experiência de fé da comunidade, buscando compreender, com inteligência amorosa, o mistério de Deus e sua presença na história. Diretor Geral da Faculdade Católica e Professor do Curso de Teologia Iniciando esta geografia de encontros, que nominalmente se chama início do ano letivo, somos chamados a tomar em conta com seriedade, a escuta como primeiro ato: escutar bem para entender direito e entender direito para fazer bem, no permanente desafio de tornar-se excelência no que se é e no que se faz – compreendendo que o ser precede o fazer. Ora, faz-se com qualidade quem se lança a ser de qualidade diante de si e todos, no coração do mundo. No entanto, ninguém chega ao patamar da excelência se não se lançar a um fino exercício de escutar. A verdadeira inteligência começa com a inclinação do ouvido. Na Filosofia, ouvimos o clamor do Ser e as angústias do tempo; na Teologia, escutamos o sussurro do Verbo que se faz carne no silêncio da história. Vejamos bem! O filósofo que não se assombra é apenas um técnico da lógica; o teólogo que não se ajoelha é apenas um historiador de conceitos. Por isso, o nosso permanente desafio é tornar a Faculdade Católica do Maranhão, lugar onde a dúvida não é inimiga da fé, mas sua companheira de estrada, pois ambas nascem da mesma sede de Infinito. Estimados alunos, aproveitem cada aula, cada seminário, cada página lida e conferida, cada conversa pelos corredores para cultivar duas coisas: estima conjunta e desejo de saber mais para melhor exprimir o sagrado dom da condição humana, crendo em Deus de maneira mais clara, para reverberar na vida o que Jesus sentenciou-nos: “vós sois a luz do mundo”. Que este ano seja vivido como tempo de cultivo: cultivo da interioridade, para não perder o sentido do que se busca; cultivo do diálogo, para reconhecer que a verdade se deixa encontrar na escuta do outro; cultivo da humildade intelectual, pois quanto mais se aprende, mais se percebe a grandeza do que ainda nos ultrapassa. Por fim, estamos aqui para aprender que o outro, seja ele o autor clássico, o colega ao lado ou o Próprio Mistério, nos interpelam a despertar de nós mesmos, lançando-nos, nas palavras de Jesus, “para as águas mais profundas”. Boa caminhada acadêmica, com muito trabalho e aprendizado! | Prof. Me. Iran Gomes Brito

Palavra do Diretor

Palavra do Diretor 2024

Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito | palavra do diretor 2024 A pós-modernidade, nomenclatura para dizer do tempo que corre, marca profundamente a maneira de viver de cada ser humano, isto é, a trama da história humana, na dramática da existência. Assim sendo, fugir das interpelações que esta mesma realidade nos interpõe é a única via dispensável, visto que não serve como parâmetro ou baliza das multifacetadas respostas a que somos chamados a engendrar. Por isso, para o Papa Francisco: “torna-se necessária uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos valores” (EG 64). Diretor Geral da Faculdade Católica e Professor do Curso de Teologia iran@facmaedu.com.br Engendrar é o mesmo que conceber na imaginação, esta que é a fonte de inspiração de todos os valores. Efetivamente, tudo quanto há de bom, belo e vital são inventivas humanas que nascem no e do pensamento. Palavras, formulações conceituais, postulados filosóficos, técnicas e ações, tudo isto são antepostos à nobre tarefa do pensar. Encontra-se, portanto, neste fio condutor a razão existencial desta instituição de ensino, requerendo de cada pessoa o relevante esforço de compreender e fazer daqui: um lugar que cultua o saber emoldurado pelo sentido humanístico. O saber a ser descortinado não pode ser resumido na codificação ou decodificação de algumas palavras, menos ainda, na abstração de conceitos, mas, num saber que possibilite novos saberes, permeando, assim, o entre – lugar, ou seja, a demarcação da necessidade de novos olhares, novas interpretações tanto dos modos de vida humana quanto da globalização do mundo e das culturas nele presentes. Diante disso, vale o pensamento do Rogério Renato Mateucci, reitor da PUCPR, segundo o qual, a academia é: “antes de tudo, um agente social. Isso significa que ela está inserida nos contextos e é influenciada pelas demandas e anseios da sociedade, à qual ela também é chamada a oferecer soluções e orientações, seja no campo científico quanto ético e político”. Outrossim, na era que nos toca viver, desvendar sensatos modelos de vida para a humanidade é, sem dúvida, uma graça a ser atingida. Ora, para citar algumas de suas marcas, a pós-modernidade, tempo de progressivos avanços técnico-científicos e da comunicação digital em formatos variados, desafia o estudante e a comunidade acadêmica a embasarem-se sobre duas fundamentais pilastras: a sabedoria acumulada no largo da tradição e a fé para além da imanência, isto é, em Deus, arquétipo de tudo. No entanto, trata-se, de assentar nestas pilastras como vivos e terrenos, históricos e circunstanciais, nunca etéreos ou flutuando como muitos desejam! Dessa maneira, importa reforçar entre nós o apreço pela profundidade, senso crítico e sentido humanitário, aspectos próprios da natureza acadêmica. E o espírito acadêmico é isto: não contentar-se com o que já está posto, saber-se aventureiro de novas possibilidades, transitar sem a pretensão da absoluta verdade e, na premente era, entrecruzar saberes pela força do diálogo que nos faz competentes para lidar com os velhos e novos desafios, condição de possibilidade para o alvorecer da humanidade que matuta, engendra e se renova! | Prof. Me. Iran Gomes Brito

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