DOCENTES DA FACMA APRESENTAM PESQUISA SOBRE FILOSOFIA AFRICANA E INDÍGENA EM FÓRUM ESTADUAL NO MARANHÃO
A Profa. Ma. Nathalia Salazar, coordenadora do Curso de Filosofia da Faculdade Católica do Maranhão, e o Prof. Me. Hugo Pinheiro, procurador institucional da instituição, participaram, na tarde do dia 20 de maio, do IV Fórum Estadual de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Maranhão. Nesta edição, o encontro teve como tema “MONITORAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI NO 10.639/2003: principais resultados”.
Promovido pelo Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Maranhão (FEDERMA), o evento ocorreu no auditório do Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão (MP/MA), parceiro institucional da iniciativa. Com abrangência regional, a programação reuniu pesquisadores, docentes, representantes de movimentos sociais, lideranças quilombolas e integrantes de comunidades tradicionais de terreiro para discutir políticas educacionais.
Segundo a organização, o fórum buscou contribuir para a formação continuada e a capacitação em questões étnico-raciais, cultura afro-maranhense e religiosidade, promovendo espaços de diálogo e socialização de pesquisas por meio de comunicações orais. No primeiro dia do evento, os professores vinculados ao curso de Filosofia da FACMA apresentaram o trabalho “ENSINO DE FILOSOFIA AFRICANA E INDÍGENA: o percurso da educação étnico-racial no curso de Filosofia da FACMA”, aprovado no eixo temático “Lei nº 10.639/2003 – Experiências exitosas na implementação nas instituições de ensino público e privado”.
A pesquisa apresentou a trajetória da disciplina de Filosofia Africana e Indígena na matriz curricular do curso, destacando o processo de amadurecimento institucional e filosófico no campo das relações étnico-raciais desenvolvido pela graduação em Filosofia da FACMA. O estudo compreendeu o período entre 2019 e 2026, evidenciando mudanças curriculares relacionadas ao antigo componente “Tradições de Matrizes Africanas e Indígenas”, posteriormente reformulado para “Filosofia Africana e Indígena”, ambos ofertados como componentes obrigatórios da formação acadêmica.
A partir de uma abordagem documental e reflexiva, fundamentada no paradigma da afrocentricidade, formulado por Molefi Kete Asante, e no conceito de pluriversalidade filosófica, desenvolvido por Mogobe Ramose, a pesquisa analisou os desdobramentos epistemológicos e políticos da reformulação curricular, apontando o caráter pioneiro da proposta no contexto das licenciaturas em Filosofia no Maranhão.




