FACULDADE CATÓLICA DO MARANHÃO

Coluna FACMA

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TERNURA NÃO É FRAQUEZA: a força de Deus na vulnerabilidade do amor

TERNURA NÃO É FRAQUEZA Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito A ternura é uma das linguagens silenciosas de Deus. Ela não faz ruído, não se impõe, não conquista pela força; aproxima-se, toca as feridas e permanece. O Deus revelado em Jesus Cristo não salva o mundo esmagando sua fragilidade, mas assumindo-a. Em Belém, faz-se pequeno; no caminho, deixa-se tocar; no Calvário, abre os braços. Neste sentido, podemos inferir ainda que a ternura é a força de Deus escondida na vulnerabilidade do amor. Pois, somente quem é verdadeiramente forte consegue aproximar-se da fraqueza sem medo de ser ferido. Assim sendo, a mística da ternura começa quando aprendemos a olhar como Jesus olhava. O seu olhar não reduzia ninguém ao pecado, ao fracasso ou à ferida que carregava. E onde a multidão via um pecador, Ele enxergava um filho; onde os outros encontravam impureza, Ele reconhecia uma vida sedenta de comunhão. De fato, a ternura nasce desse olhar contemplativo que atravessa as aparências e alcança o santuário escondido do outro. Por esse motivo, ser terno é aproximar-se desarmado do mistério de alguém e, diante dele, retirar as sandálias, porque também ali Deus habita. Desse modo, ternura não é fraqueza. Aliás, fraqueza é o coração que precisa ferir para demonstrar poder. Frágil, ainda, é aquele que necessita diminuir o outro para sentir-se grande. A ternura, ao contrário, exige a coragem de quem renunciou às armaduras e decidiu permanecer humano. Há uma extraordinária fortaleza naquele que sabe acariciar sem possuir, corrigir sem humilhar, acolher sem julgar e permanecer quando todos partem. O genuíno coração cristão não é de pedra, é de carne, portanto, capaz de sangrar e, ainda assim, continuar amando. Fraqueza é a escassez de ternura. Nesse tempo que nos toca viver, temos multiplicado as palavras, no entanto, diminuído a escuta; ampliado conexões e perdido de vista a comunhão. Tocamos telas durante horas e, tantas vezes, esquecemos de tocar as mãos de quem sofre ao nosso lado. Por isso, a ternura tornou-se também profecia: diante da cultura da indiferença, ela diz que ninguém é descartável. Diante do exposto, surge um questionamento: quando cessarem nossas palavras, títulos e grandezas, permanecerá a pergunta silenciosa do Evangelho: quanta ternura fomos capazes de oferecer? A ternura é isto: mão estendida, perdão oferecido, presença fiel, abraço que devolve a esperança. Daí compreendermos que, a ternura não é fraqueza, é o amor que nos torna próximos. Por isso, não basta parecermos cristãos, é preciso que a nossa existência produza os frutos de Jesus Cristo.

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FACMA e PUCRS iniciam Mestrado Interinstitucional em Filosofia com apoio da FAPEMA

QUANDO O CONHECIMENTO CRIA RAÍZES: Filosofia, Educação e compromisso com o Maranhão Prof. Me. Pe. Iran Gomes BritoDiretor Geral da Faculdade Católica do Maranhão Há momentos em que uma instituição não apenas inicia um novo projeto: reafirma a razão mais profunda de sua existência. Este é um desses momentos. Por isso, é com alegria que a Faculdade Católica do Maranhão inicia, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o Mestrado Interinstitucional em Filosofia. Na verdade, mais do que um programa de pós-graduação, celebramos a convicção de que o conhecimento, quando cria raízes, transforma pessoas e, por meio delas, transforma a realidade. Essa alegria se multiplica com o Acordo de Cooperação Técnica com a FAPEMA, que acrescenta a esta iniciativa uma dimensão profundamente social. Aproximam-se, assim, excelência acadêmica e compromisso público, fazendo com que a formação de alto nível alcance educadores que, nos mais diversos lugares, fazem da escola um espaço cotidiano de esperança. À PUCRS, nossa profunda gratidão, especialmente na pessoa do professor Fábio, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, pela confiança e pela parceria e pelo laborioso trabalho que teve junto ao nosso querido prof. Carlos Brito. E nossa gratidão à professora Fernanda, que nos honra com a sua presença e, logo mais, com a Aula Magna que inaugura solenemente esta caminhada. À FAPEMA, nosso reconhecimento, nas pessoas dos professores Nordman Wall Barbosa de Carvalho Filho (presidente) e Cristiano Leonardo de Alan Kardec Capovilla Luz (diretor científico). Permitam-me aqui uma memória pessoal em relação ao prof. Cristiano: em 2008, tive a alegria de ser seu aluno no curso de Filosofia, precisamente nesta Faculdade. Hoje, reencontramo-nos unidos novamente pela educação. Há encontros que o tempo não desfaz; apenas lhes acrescenta novos significados. Registro, também, com especial gratidão, o apoio incansável do amigo e deputado federal Márcio Honaiser, cuja colaboração foi importante na construção desta cooperação. E permitam-me dirigir uma palavra muito particular aos nossos mestrandos. Vocês chegam de diferentes regiões do Maranhão e contamos, inclusive, com uma mestranda do Estado do Piauí. Chama-nos igualmente a atenção a expressiva presença feminina nesta turma. É um belo sinal da força das mulheres na educação e na produção do conhecimento. Há ainda algo que confere especial sentido a este mestrado: a presença significativa de profissionais que atuam na educação básica, especialmente no ensino fundamental. Por isso, este conhecimento não permanecerá restrito à academia. Ele chegará às escolas, às salas de aula, às comunidades e às novas gerações. Quando um professor estuda, nunca estuda sozinho. Com ele, de algum modo, estudam também todos aqueles que serão alcançados pela transformação de seu pensamento. Num tempo de excesso de informação e, tantas vezes, de escassez de reflexão, estudar Filosofia é reafirmar a necessidade de pensar com profundidade, compreendendo que educar não é apenas transmitir conteúdos, é formar pessoas capazes de perguntar, discernir, buscar a verdade e compreender o sentido de sua presença no mundo. Aos nossos mestrandos, portanto, meus cumprimentos. Que esta caminhada seja exigente, como todo conhecimento verdadeiro deve ser, mas, sobretudo, fecunda. Que a união entre a Faculdade Católica do Maranhão, a PUCRS e a FAPEMA produza frutos que ultrapassem os títulos acadêmicos e alcancem nossa sociedade. Enfim, hoje iniciamos um mestrado, no desejo de formar pessoas capazes de pensar profundamente para servir generosamente. E, se assim for, este programa não terá formado apenas mestres em Filosofia, terá ajudado a formar mestres de humanidade. Muito obrigado!

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ENTRE A BABEL E A FRATERNIDADE: o convite da FACMA para a Semana Acadêmica 2026

Confira a íntegra da mensagem de boas-vindas do Diretor Geral da Faculdade Católica do Maranhão, Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito, aos participantes da Semana Acadêmica. “PARA ONDE VAIS, HUMANIDADE? PERSPECTIVAS, DESAFIOS E UTOPIAS” Prof. Me. Pe. Iran Gomes BritoDiretor Geral da Faculdade Católica do Maranhão             Ao iniciarmos esta Semana Acadêmica da FACMA/2026, desejo, antes de tudo, manifestar, em nome da Direção-Geral da Faculdade Católica do Maranhão, a nossa gratidão a todos os que tornam possível esta Semana: à equipe organizadora, os conferencistas, às coordenações dos cursos, aos professores, aos estudantes e aos colaboradores das muitas frentes de serviços. De fato, um evento acadêmico nasce de muitas mãos, mas, sobretudo, de muitas inteligências que aceitam colocar-se juntas à procura do sentido daquilo que se propõe. A todos, nosso sincero agradecimento.             E o tema que nos reúne é este: “Para onde vais, humanidade? Perspectivas, desafios e utopias”. E mais do que o título de uma Semana Acadêmica, é uma interrogação dirigida ao nosso tempo: Para onde vais, humanidade? A pergunta pressupõe movimento. Estamos indo para algum lugar. Mas ela contém também uma inquietação: sabemos para onde estamos indo? Sabemos quem somos, para discernir para onde devemos ir?             O tempo que nos toca viver é paradoxal. Pois, nunca acumulamos tantos conhecimentos e, entretanto, como num atoleiro, continuamos diante das perguntas fundamentais. Ampliamos extraordinariamente nosso poder sobre o mundo, mas não necessariamente na mesma proporção nossa sabedoria para orientar esse poder. Criamos tecnologias capazes de aprender, calcular, prever e produzir; aproximamos continentes e aceleramos o tempo; multiplicamos conexões e informações. E, contudo, permanecem a solidão, a guerra, as desigualdades, a crise ambiental, relações fraturadas e a dificuldade de reconhecer o outro como alguém cuja existência me diz respeito.             É precisamente nessa encruzilhada que Filosofia e Teologia encontram uma responsabilidade comum. À Filosofia compete conservar viva a coragem da pergunta, sobretudo, quando a sociedade se acostuma às respostas fáceis. Cabe-lhe interrogar os fundamentos, desmascarar os reducionismos, discernir os conceitos de verdade, liberdade, justiça, felicidade e bem. À Teologia, por sua vez, compete contemplar o humano à luz do Mistério e recordar que a pergunta sobre o homem não se esclarece plenamente enquanto permanecer fechada à pergunta sobre Deus. E ambas são hoje convocadas a impedir que o ser humano seja reduzido a consumidor pelo mercado, a número pela burocracia, a dado pelos algoritmos, a instrumento pelas ideologias ou a objeto pela técnica.             Nesse sentido, o magistério recente da Igreja oferece-nos, uma provocação de grande atualidade. Vale lembrarmos que o Papa Francisco insistiu em recolocar a pessoa humana no centro, compreendendo-a não como indivíduo isolado, mas como ser de relações: relação consigo, com os outros, com a criação e com Deus. Daí a sua insistência na fraternidade, no cuidado, no encontro e na responsabilidade pela casa comum. Educar, para o Papa Francisco, significa também contribuir para uma nova humanidade, capaz de superar a cultura do descarte e reconstruir vínculos de fraternidade. O Papa Leão XIV, pra sua vez, aprofunda essa interpelação na Magnifica humanitas, recordando-nos que a dignidade da pessoa não é concedida pelo Estado, pelo mercado, pela tecnologia ou pelo reconhecimento social: pertence ao ser humano simplesmente porque ele existe, querido, criado e amado por Deus. E, justamente diante do extraordinário desenvolvimento tecnológico, recoloca a questão decisiva: o progresso torna a vida verdadeiramente mais humana?             É uma pergunta fundamental para esta Semana Acadêmica. Porque o grande desafio da nossa época não é construir máquinas cada vez mais semelhantes ao ser humano, mas impedir que o próprio ser humano passe a compreender-se à maneira das máquinas. Assim sendo, o Papa Leão XIV, recorda que nossa dignidade se manifesta na capacidade de refletir criticamente, escolher livremente, amar gratuitamente e estabelecer relações autênticas. E, retomando a Gaudium et Spes, sublinha três expressões fundamentais dessa dignidade: inteligência, consciência e liberdade. Eis, portanto, o horizonte no qual desejamos situar a nossa Semana Acadêmica. Quando perguntamos: “Para onde vais, humanidade?”, não queremos cultivar pessimismo nem alimentar ingenuidades. Queremos discernir.             Queremos olhar criticamente para nossas perspectivas, porque o futuro não está pronto à nossa espera: ele depende das escolhas que fazemos no presente. Queremos enfrentar nossos desafios, porque uma Faculdade Católica não pode refugiar-se numa torre de marfim enquanto homens e mulheres concretos sofrem, esperam, procuram sentido e lutam por dignidade. E queremos falar de utopias, não como fuga da realidade, mas como resistência à tentação de considerar inevitável tudo aquilo que desumaniza. A utopia autêntica não é negação da história, é a nossa capacidade de enxergar, dentro dela, possibilidades ainda não realizadas. Para o cristão, ela encontra sua expressão mais profunda na esperança, isto é, na certeza de que a história permanece aberta porque Deus continua agindo nela e convocando a liberdade humana à responsabilidade.             Por isso, é significativo que o Papa Leão XIV, apresente à humanidade hodierna duas imagens. Segundo ele, podemos construir uma nova Babel, fundada no poder, na eficiência e no domínio; ou podemos trabalhar pela construção de uma civilização na qual a técnica, a economia, a política e o conhecimento estejam efetivamente a serviço da pessoa e do bem comum. Entre a Babel e a fraternidade, entre o domínio e o cuidado, entre a indiferença e a responsabilidade, há uma decisão antropológica a ser tomada. E é precisamente por isso que devemos levantar a pergunta: Para onde vais, humanidade?             Perguntamos não como espectadores da história, mas como pessoas implicadas nela. Perguntamos porque acreditamos na razão e recusamos o obscurantismo. Perguntamos porque acreditamos na fé e recusamos uma razão fechada à transcendência. Perguntamos porque acreditamos na ciência, sem transformá-la em ídolo. Perguntamos porque acreditamos na técnica, sem entregar-lhe a consciência. Perguntamos, enfim, porque ainda acreditamos profundamente no ser humano e em Deus, que não desistiu do ser humano.             Que estes dias sejam, de uma verdadeira experiência universitária de pensamento, de diálogo e de discernimento. Espero que saiamos daqui compreendendo que o destino da humanidade não é apenas uma questão sobre o futuro. É uma responsabilidade no

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MAIS QUE GRANDEZA, EXCELÊNCIA: o SIM de Maria e a Plenitude dos Tempos

Frei José Luís Leitão, OFMCap. Homilia na Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria (8 de setembro de 2026) Caríssimos irmãos e irmãs,             Nesta noite de 8 de setembro de 2026 em que encerramos o nosso festejo em honra a Nossa Senhora dos Capuchinhos, eu quero aqui deste ambão pregar tão somente sobre a excelência de Nossa Senhora.             E para falar sobre a excelência de Nossa Senhora, começo primeiramente explicando o motivo de eu ter preferido a palavra excelência à palavra grandeza. Referente à palavra grandeza, percebe-se que é muito comum o uso dessa palavra entre nós para externar sentido negativo. Exemplo: fulano de tal tem espírito de grandeza. Que se quis dizer com o uso da palavra grandeza? Que essa pessoa é soberba, presunçosa. Ao contrário, a palavra excelência não me parece ser tão usual em nossos círculos de conversas diárias ou até mesmo em conferências como apropriação vocabular para exprimir sentido negativo com relação ao outro.             Por esse motivo, a palavra excelência me pareceu mais virtuosa, respeitosa, honrosa, e, consequentemente, mais propícia e oportuna do que a palavra grandeza para falar de Nossa Senhora como a mulher mais famosa da história da salvação a receber os verdadeiros e autênticos elogios e louvores, primeiramente de Deus, segundo de nós.             Dito isso, convém dizer de antemão que o simples esforço mental e reflexivo pela escolha de uma palavra em vez de outra para falar de Nossa Senhora nesta pregação, já mostra aí a excelência dela.             Ora, se a simples preferência vocabular já indica, sinaliza a excelência de Nossa Senhora, e isso pelo fato de escolhermos uma palavra que seja menos viciosa e mais virtuosa, e, portanto, que esteja à altura da pureza e dignidade dela, agora imaginemos nós com muito mais razão ainda essa excelência de Maria a partir do que diz a Sagrada Escritura a respeito dela, tanto em nível de profecia como no AT, quanto em nível de realização como no NT. E por que a Escritura? Porque neste Livro da vida, Maria Santíssima foi inicialmente pensada e contemplada pelo Altíssimo Deus.             Com efeito, na 1ª leitura da profecia de Miqueias, está dito que “de Belém há de sair aquele que dominará Israel; que sua origem vem de tempos remotos, desde os dias da eternidade. E que Deus deixará seu povo ao abandono, até ao tempo em que uma mãe der à luz” (cf. Mq.5,1).             Pergunta-se: quem há de sair de Belém e que vai dominar Israel e que sua origem vem desde a eternidade conforme a profecia de Miqueias no AT? O Evangelho, portanto o NT, responde: esse alguém é Jesus, o Deus conosco, chamado o Cristo”. Depois, e quem é essa mãe que vai dar à luz conforme a profecia de Miqueias no AT? O Evangelho igualmente proclamado, portanto o NT, responde: o nome dela é Maria; e além de dizer que é Maria diz ainda que ela é virgem.             Ora, onde está a excelência de Nossa Senhora nestas páginas da Sagrada Escritura? A resposta está aqui: Em ter sido profética e indiretamente contemplada no AT, e, por fim, em ter sido conhecida na sua existência histórica no povoado de Nazaré como a mãe do Salvador no NT.             Observa-se, lendo a profecia de Miqueias, no AT, à luz do NT, que o que era profecia sobre Maria (uma mãe dará à luz) se tornou real em Maria, que deu à luz o Salvador, e cuja origem vem desde a eternidade. Enfim, em Nossa Senhora o tempo futuro se atualiza, torna-se tempo presente.             E como é que em Maria o tempo futuro de uma Mãe que daria à luz a quem dominaria sobre Israel se torna tempo presente? A resposta está aqui: “Quando, tendo chegado a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher” (cf. Gal. 4, 4-5). Ou seja, depois que Deus se deu a conhecer ao homem ao longo do tempo, processo esse que de Abraão até Jesus Cristo são mais de 3.000 mil anos, Deus quis agora de uma vez por todas se dar a conhecer de modo inconfundível, definitivo e pleno. E o que é que caracteriza essa plenitude dos tempos? Resposta: que Deus não falou mais por meio dos profetas, mas sim nestes últimos dias, por meio do Seu Filho. Ou seja, Deus não passou mais a se revelar, a dar-se a conhecer como antes pelos seus porta vozes criados ou pela brisa leve do mar ou pela sarça ardente inanimados, mas sim a partir do Deus feito homem, carne, existência. E para que isso acontecesse, entra em cena no tempo e na história a figura de Maria, porque nela se deu a Encarnação do Verbo de Deus. Daí a razão de ser da solenidade do Natal. Eis aí a excelência de Nossa Senhora!             No Magnificat, descobre-se também a excelência de Nossa Senhora em seu estado psicológico e espiritual. E digo psicológico e espiritual, porque há duas palavras no Magnificat que me fazem pensar nesse estado de harmonia pessoal dela: uma é a palavra alma e a outra é a palavra espírito. Diz Maria: “Minha alma engrandece o Senhor”, e depois “e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador” (Lc. 1, 46). Minha leitura sobre este trecho bíblico é a seguinte: a sua alma, isto é, o seu estado psicológico, afetivo, sentimental, emocional, volitivo (de querer), intelectivo engrandecia, enaltecia, colocava lá nas alturas o Senhor. De fato, em nenhum momento ela se engradeceu, se envaideceu, se colocou no pódio, se mostrou como o centro das atenções. Depois, e o seu espírito, isto é, o lado mais profundo do ser dela, da sua relação com Deus, que nunca se acaba, porque a razão de ser do espírito é de existir voltado para Deus, exultava totalmente em Deus, seu Salvador. O eu de Maria volta-se inteiramente para o Tu divino. Neste Senhor e Deus repousa, pois, o estado dela de prazer, de alegria, de confiança, de superação, de entendimento.

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ALARGAR A TENDA TAMBÉM É TAREFA DA FACULDADE: notas a partir da 22ª Assembleia Regional de Pastoral

COLUNA FACMA 14.jul.2026 | ALARGAR A TENDA TAMBÉM É TAREFA DA FACULDADE: notas a partir da 22ª Assembleia Regional de Pastoral Alargar a Tenda também é tarefa da faculdade. É com essa compreensão que a Faculdade Católica do Maranhão, herdeira da tradição, da proximidade e da atuação da Igreja do Maranhão no campo da educação, aproximou-se, ouviu e participou da 22ª Assembleia Regional de Pastoral do Regional Nordeste 5, realizada sob o tema: “COMUNIDADES MISSIONÁRIAS, SINODAIS E PROFÉTICAS: avaliando e planejando nossa caminhada”. Espaço de escuta, participação e discernimento da ação evangelizadora da Igreja do Maranhão para os próximos anos. Contudo, o que significa para uma instituição católica de ensino superior sentar-se à assembleia onde a Igreja discerne os seus caminhos?. A participação da FACMA não se limitou à condição de espectadora passiva, mas representou uma aproximação concreta de um organismo vivo do Regional Nordeste 5. A FACMA não esteve ali como observadora. Ela participou da escuta, do discernimento e, ao mesmo tempo, deixou-se escutar e discernir. Essa é a chave de leitura de nossa participação. Sentar-se nesta assembleia significa, antes de tudo, assumir três importantes posições: a escuta, a avaliação e o discernimento. Unidas, elas se tornam propulsoras de uma atuação renovada. Dom Gilberto, presidente do Regional Nordeste 5, em suas palavras de encerramento da assembleia, afirmou que ela marca “um novo tempo para o Regional Nordeste 5”. A marca desse novo tempo é precisamente renovada pelo reencantamento de novos olhares, novos clamores e novas esperanças. Desse modo, a assembleia passa agora a um movimento de alargamento, deixando-se continuam ecoando e exigindo acolhimento, amadurecimento, avaliação e renovação. Nesse sentido, adentrar esta tenda, não significou apenas uma mera representação, mas um convite e um apelo constante ao reconhecimento da educação também como lugar de evangelização, isto é, de vida e vida em abundância. Há de se destacar que essa atuação não se dá pelas mesmas linhas de outros organismos pastorais. A educação católica possuí uma especificidade própria, capaz, ela mesma, de “traçar novos mapas de esperança” (1.1 ), de modo a alargar sua tenda. De acordo com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026-2032), a imagem da Tenda é, por excelência, sinônimo de uma Igreja samaritana, acolhedora, missionária e itinerante, que se coloca em saída e a caminho do povo de Deus peregrino, convidando a assumir, cada vez mais, uma conversão pastoral que lhe permita um caminho de configuração a Cristo, que fez morada entre nós para se fazer encontro. Nas palavras das Diretrizes, uma “tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada pelas firmes estacas da fé, da esperança e da caridade” (n. 3) constitui precisamente esse eixo de reflexão. Essa imagem permite estabelecer uma ponte muito natural entre a missão pastoral e a missão educativa da Faculdade, missão que “nasce da convicção de que a pessoa humana é sempre o centro do processo educativo” (n. 106) e que objetiva, justamente, ser, na linguagem do Papa Francisco, uma nova coreografia que tenha como centro a pessoa, de modo que o processo educativo seja compreendido como um movimento comprometido com a inteireza da pessoa humana, que é também um ser espiritual. Assim, “a educação católica torna-se fermento na comunidade humana: gera reciprocidade, supera reducionismos, abre à responsabilidade social. A tarefa hoje é ousar um humanismo integral que habite as questões do nosso tempo sem perder a fonte” (n. 6.2). É essa a tarefa por fazer-se; este é o compromisso que conduziu a FACMA a não caminhar à margem do discernimento pastoral da Igreja do Maranhão, mas, ao contrário, caminhar com ela, e com, ela ser um elo de transformação e profetismo, um braço de atuação por meio da educação, não alicerçada no proselitismo, mas na escuta, como “parte essencial do ato educativo”. “A educação humanística cristã é aquela que não impõe, mas dialoga; não silencia, mas acolhe; não transmite apenas conteúdo, mas escuta sonhos, angústias e pergunta aos jovens”, educando para a ecologia integral, para a participação e corresponsabilidade e para um compromisso ético alicerçado na dignidade da pessoa humana, na fraternidade e na justiça. Sentar-se nesta 22ª assembleia, é portanto, comprometer-se, por meio da escuta, com uma conversão integral, tal como apontou o Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade, favorecendo um reencantamento da atuação sociotransformadora da Igreja no Maranhão, por meio da educação. Desse modo a participação da FACMA não apenas contribuir com sua competência acadêmica para a missão da Igreja, mas permitir que a caminhada sinodal da Igreja reoriente continuamente sua própria missão educativa. É nesse ponto que a imagem da tenda, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e o Educativo Global convergem: todos convidam a educação católica a abandonar uma lógica de autorreferência e assumir uma postura de encontro, escuta, comunhão e serviço à vida. Alargar a tenda, afinal, também é uma tarefa da educação. Autor: Prof. Me. Hugo Pinheiro Costa Docente do Curso de Filosofia prof.hugo@facmaedu.com.br

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8 DE MARÇO E O GÊNIO FEMININO: memória, atuação e o legado da Dra. Beatriz Bom

O Dia Internacional da Mulher é uma ocasião propícia não apenas para celebrar, mas também para recordar, na medida em que recordar (recordar) é justamente um fazer passar pelo coração. Não de qualquer modo, ou maneira, mas segundo a compreensão de que a memória é um ato formativo. Já Agostinho, nas Confissões, apresenta em que medida a memória contribui para a formação do eu. Na contemporaneidade, Paul Ricoeur seguirá na mesma linha de compreensão, apresentando a memória como caminho de reconhecimento de si e como caminho para a formação das identidades dos grupos. Desse modo, também em nossa instituição a memória deve se tornar um elo formativo entre o ontem e o hoje. É nesse percurso formativo que podemos compreender quem somos e quais caminhos queremos ou não continuar trilhando. Em Ricoeur, a memória exige um exercício, na medida em que a recordação é também um convite à ação. Por isso, neste 8 de março, quero recordar a figura da Dra. Beatriz Bom, personagem pouco conhecida em nosso meio acadêmico atual, mas cuja trajetória marcou a história social e eclesial do Maranhão e a história acadêmica de nossa instituição. Beatriz Bom nasceu em Treviso, na Itália, em 5 de dezembro de 1922. Era conhecida por duas grandes paixões: os estudos e a missão. Formou-se em Letras Antigas pela Universidade de Pádua, especializando-se em História Grega, e trabalhou durante anos como assistente do professor, historiador, filósofo, poeta e bibliotecário Aldo Ferrabino (1892–1972), primeiro em Pádua e depois em Roma. No entanto, o desejo missionário levou-a a novos horizontes. E em 1967, após formar-se em Medicina e Cirurgia pela Universidade de Roma, veio em missão ao Brasil. Seu primeiro campo de atuação foi a região amazônica, na Ilha do Marajó, onde exerceu a medicina em Ponta de Pedras e Muaná, colaborando como missionária leiga com os padres jesuítas. Anos depois, ao conhecer um missionário comboniano que trabalhava no interior do Maranhão, decidiu vir para o estado. Em meio às dificuldades sanitárias da região, descobriu um caso de febre amarela em um acampamento de garimpeiros e insistiu junto às autoridades para que providências fossem tomadas. Sua intervenção contribuiu para evitar uma possível epidemia. A notoriedade de seu trabalho espalhou-se pelo Maranhão e, posteriormente, ela passou a viver em São Luís. Foi nesse período que o então arcebispo da cidade, Dom Paulo Eduardo Andrade Ponte, convidou-a para lecionar História da Igreja e Filosofia no então Centro de Estudos Teológicos do Maranhão (CETEMA), momento em que sua atuação e comprometimento chegaram a essa instituição. Além de médica dedicada, Beatriz Bom era também estudiosa de teologia e de filosofia. Mais tarde retornou integralmente ao exercício da medicina, dedicando-se à visita aos doentes, à formação de enfermeiras e de agentes de cuidado, especialmente entre as Legionárias de Maria e outros leigos engajados na vida da Igreja. Conhecida por sua atuação comprometida, dedicou-se também a escrever artigos sobre ética médica, teologia e questões sociais, publicados em jornais locais e apresentados em palestras e encontros formativos. Não por acaso, no dia 8 de março de 1997, Dia Internacional da Mulher, recebeu da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, a medalha ao mérito pelo desenvolvimento social e sanitário do estado. Foi um reconhecimento público de uma vida dedicada ao serviço, à ciência e à promoção da dignidade humana. Dra. Beatriz viveu com simplicidade até sua morte, em 10 de agosto de 2004. Recordar a figura, a atuação e o comprometimento da Dra. Beatriz Bom neste dia tem um significado especial também para a nossa instituição. Em 2025, a Sociedade Maranhense de Cultura Superior celebrou 70 anos de atuação, fruto do sonho episcopal de Dom José Delgado de promover a cultura superior em nosso estado. Ao longo dessas décadas, incontáveis mulheres contribuíram para a construção dessa história como professoras, funcionárias, pesquisadoras, estudantes e colaboradoras de nossa missão educativa, e Beatriz Bom é uma dessas pioneiras. São João Paulo II, em Mulieris Dignitatem, fala do chamado “gênio feminino”: aquela capacidade singular de perceber, cuidar, gerar vida e promover relações verdadeiramente humanas, que só as mulheres possuem. Longe da abstração, esse gênio quer manifestar concretamente a dedicação, a inteligência, a sensibilidade e a coragem de tantas mulheres que transformam a sociedade a partir de seu lugar próprio. A vida da Dra. Beatriz Bom é um exemplo desse gênio em ação. Uma mulher que uniu saber acadêmico, prática médica e compromisso social em favor dos mais vulneráveis e do desenvolvimento integral da vida humana. Ao recordar sua memória neste 8 de março, queremos fazer passar ao coração de nossa instituição o legado da Dra. Beatriz e, por meio dela, o de tantas outras mulheres que construíram e que constroem a identidade desta instituição. Que a memória de mulheres como Beatriz Bom continue a inspirar nossa missão educativa e nosso compromisso com uma formação verdadeiramente integral, bem como a defesa do espaço, dos direitos, da dignidade e da vida integral que a vitalidade e a fecundidade da presença feminina, do gênio feminino, produzem em nossa comunidade acadêmica e sociedade

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NÃO HÁ PORTAS TRANCADAS QUE NÃO SE ABRAM​

COLUNA FACMA | NÃO HÁ PORTAS TRANCADAS QUE NÃO SE ABRAM 13.jun.2025 O travamento das portas da mente, do coração e da vida fazem-nos prisioneiros dos nossos sustos e das nossas ilusões. Essa condição leva-nos ao apequenamento das atitudes, impedindo-nos de ser mais. De fato, somente Jesus Ressuscitado pode nos fazer sair deste subjugo. Por exemplo, foi ele quem abriu as portas do cenáculo, lugar onde os discípulos se encontravam reunidos e, pondo-se no meio deles disse: “a paz esteja convosco”. Com isso, passamos a tomar consciência do sentido da nossa fé e da missão que temos como discípulos missionários de Jesus Cristo. Por outro lado, o Evangelho do Senhor, na maestria de seus ensinamentos, recorda-nos a condição existencial dos discípulos da primeira hora. No cenáculo estavam com as portas fechadas. Trata-se, da maneira como a comunidade discipular se encontrava existencialmente, para além das portas do templo, pois o foco do Senhor, não são as portas materiais de uma casa, mas as portas de nossos corações. Nesta perspectiva, entendemos quais portas o Senhor quer abrir. A saber, as portas da mente, do coração e da vida de todos nós. Ora, quando as portas da nossa interioridade estão fechadas, o sentido existencial da nossa vida padece de horizonte. Esta é a razão pela qual o Senhor consumiu a sua vida – para conferir alegre sentido à nossa existência. É assim que liturgicamente cantamos: “minha vida tem sentido, cada vez que venho aqui. E te faço o meu pedido de não me esquecer de ti”. Efetivamente, o Ressuscitado se coloca no meio de nós com uma força incomparável, a força que vem alto, isto é, o Espírito Santo que sustenta a nossa vida e fortalece a comunidade que se reúne em seu nome e por sua causa. De fato, o Espírito Santo cria e recria a vida humana e sustenta com sentido a fé que a constitui. Por isso, na liturgia de Pentecostes, o texto evangélico inicia-se com a expressão: “ao anoitecer daquele dia, primeiro da semana”. O primeiro da semana evoca a criação, ou seja, o dia em que Deus soprou sobre o barro e a vida humana se constituiu, esta que agora é marcada com o hálito de Deus. Ora, no contexto da nossa vida, testemunhamos não mais o sopro sobre o barro, mas o sopro do Ressuscitado sobre a vida crente de uma comunidade reunida chamada a destravar qualquer porta fechada. Que o medo não ocupe lugar em nossos corações, pois como homens e mulheres de fé, interessa-nos nutrir a consciência de que somos movidos pelo Espírito do Ressuscitado, Ele que irrompe o tempo e o espaço, sem conhecer Nele portas fechadas que não se abram! Autor: Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito Diretor Geral da Faculdade Católica e Professor do Curso de Teologia iran@facmaedu.com.br

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A NOSSA VOCAÇÃO É A DO CUIDADO PASTORAL

COLUNA FACMA | A NOSSA VOCAÇÃO É A DO CUIDADO PASTORAL 13.mai.2025 Entre as muitas imagens aduzidas pelo evangelista João, no que tange ao cuidado de Deus, isto é, ao seu cuidado pastoral para conosco, uma marca especialidade. Verdadeiramente, a imagem do bom pastor é emblemática para explicitar a centralidade do cuidado de Deus com a obra criada. Trata-se de um cuidado radical expresso no verbo de Deus encarnado, Jesus de Nazaré, que se apresenta como o Bom Pastor. De fato, Jesus Cristo – que é o Bom Pastor, porta uma intimidade tão grande com a obra de Deus, como tem o pastor, intimidade com o seu rebanho. Trata-se de uma intimidade marcada por um conhecimento recíproco e, da parte do pastor, é radicalizada pela doação da própria vida. Neste sentido, importa ter por certo o seguinte: o batismo que nos configura a Jesus, envolve-nos na mesma dinâmica missionária do cuidado pastoral. Ora, o cuidado pastoral é o que devemos procurar viver no cotidiano das nossas relações familiares, sociais e comunitárias. Os crentes em Jesus são, necessariamente, vocacionados ao Reino de Deus e, consequentemente, envolvidos com a missão de pastorear. Envolvidos com a missão de cuidar, cada membro da comunidade de fé tem consigo o dever de velar com zelo da prática pastoral do cuidado fraterno. A mística e a espiritualidade pastoral vividas por Jesus e, expressa por Ele, no testemunho de Bom Pastor, é um apelo vocacional a cada cristão e a toda comunidade humana. Pois, talvez o desafio humano maior que enfrentamos seja o de cuidarmos uns dos outros com estima fraterna. Neste sentido, o apelo vem de Paulo apóstolo: “amai-vos dedicadamente uns aos outros com amor fraternal” (Rm 12,10). A nossa vocação é a do cuidado pastoral. Por isso, cada membro da comunidade crente porta consigo o ingente compromisso de ser a expressão viva do cuidado pastoral. O efeito de ser batizado ou batizada em nome de Jesus de Nazaré, não é outro senão, a demonstração do cuidado do Bom Pastor que, diariamente, como vela se consome pelo bem de todas as pessoas sem qualquer interesseira pretensão. O esforço para desempenhar qualitativamente o cuidado pastoral advém do imperativo: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 13,34). Neste sentido, a sabedoria popular descobre com maestria a essência e o essencial do cuidado pastoral, pois tal sabedoria afirma: “quem ama, cuida”. E o cuidado pastoral de Deus manifestado em Jesus, o Bom Pastor, é, em última instância, o reflexo do seu amor. E o positivo impacto de sermos amados e cuidados por Ele, leva-nos a compreender o seguinte: a nossa vocação é a do cuidado pastoral. Enfim, sejamos retratos fiéis do pastoreio do Senhor! Autor: Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito Diretor Geral e Docente de Teologia iran@facmaedu.com.br

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UM SONHO EPISCOPAL NO MARANHÃO

A história da Faculdade Católica do maranhão é a história de um sonho que nasceu do coração da Igreja e se enraizou no solo maranhense como uma semente de esperança. Um sonho que atravessou gerações, desafiou limites, enfrentou crises, mas que nunca perdeu sua direção: colocar a educação a serviço da dignidade humana, do bem comum e da construção de uma sociedade mais justa e fraterna.​

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HABITADOS PELO ESPÍRITO

coluna facma HABITADOS PELO ESPÍRITO Seguir os passos de Jesus é uma atitude fundamental para aprendermos lições importantes para a nossa vida. De fato, encontrar-se com Jesus e percorrer à sua trilha é, em última instância, defrontar-se com a delicadeza de Deus – Deus é delicado, fino no trato. Também, é uma oportunidade para reavivarmos em nossos corações a consciência amorosa da nossa condição de filhos e filhas de Deus, discípulos e discípulas de nosso Mestre e Senhor. Daí que neste tempo que nos toca viver, vale a compreensão de quem é Jesus. Não se trata de um rei poderoso e distante, um rei que manda e castiga, mas um alegre servidor de Deus Pai e da humanidade, esta que é a destinatária da sua presença-ação no mundo. A sua ação-presença é a entrega de sua vida por amor de nós. A finalidade não é outra senão que sejamos habitados pelo Espírito e pela plena humanidade de Jesus Cristo. Efetivamente, “Jesus se oferece graciosamente como fonte de vida, como lugar de acolhida e compaixão com entrega integral de si no amor misericordioso”. É a delicadeza de Deus de que precisamos para nos manter no caminho, pois, contidos na nossa fragilidade, não poucas vezes nos afastamos do caminho. Porém, necessitamos renovar a consciência de que o caminho de Jesus Cristo é o sentido da nossa vida, a razão do nosso viver e o compromisso da nossa discipular condição. A nossa condição de servidores do Evangelho da vida e da alegria só é de qualidade se mergulharmos densamente no mistério do amor de Deus, que é-nos revelado, plenamente em Jesus de Nazaré, este que sendo de condição divina, não se apegou a esta condição para se impor, antes, esvaziou-se, obedecendo a Deus até as últimas consequências. A consciência da sua entrega e da sua humildade precisam ficar esclarecidas entre nós, pois, com facilidade colocamos muitas coisas no lugar de Cristo. Mergulhar no mistério da Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus Cristo é nos capacitar na condição do discipulado cristão, vencendo o medo de seguir os seus passos. Trata-se, de um mergulho que nos banha na água do seu amor e nos lava pela generosidade de sua oferta. Este é o caminho para reavermos a força que perdemos em razão da nossa humana fragilidade. O tempo pascal, este que estamos vivendo é um tempo propício para operarmos o mergulho de que estamos falando. E sem este mergulho, seremos fracos e covardes. Portanto, sem as legítimas condições do testemunho a que somos chamados a oferecer. E sem o selo do testemunho passamos, a respeito de Jesus, a dizer como Pedro, “não conheço este homem”. Ora, mergulhar no mistério da Paixão redentora de Jesus é condição para vivermos habitados pelo Espírito de Deus, a melhor condição para sermos no mundo peregrinos de esperança! Autor: Prof. Me. Pe. Iran Gomes Brito Diretor Geral e Docente do Curso de Teologia da FACMA iran@facmaedu.com.br

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